Equus

mongolO pescoço de azinhavre mastiga o tufo de crina que emoldura a orelha em que se atropelam o trovão o pio da coruja & os relinchos presos num caixote de ossos há séculos suturado sob os músculos do braço-perna. Do dorso ao jarrete o olho oblíquo do mongol luta contra o exílio na grama congelada; do dorso ao chanfro os dentes mastigam bridão & dias vindouros. O tempo galopa sobre o dorso salgado. Equus, ecos.

Luiz Roberto Benatti

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