O dia 1º. de Maio e a Praça 1º. de Maio, em CTV

 

Luiz Roberto Benatti

 

Poucos de nós sabem que a Praça 1º. de Maio é demarcada pelos cem metros que vão da Rua Rio de Janeiro/Rua Brasil, em frente da porta da antiga Railroad & co./EFA, até a Rua Maranhão, trecho praticamente ocupado pelo supermercado Maranhão. Ali estavam, nos tempos em que a Rua Rio de Janeiro fez-se como  grande via de vigoroso comércio, o cinema do Spanazzi e o Café da Marina. O café era o ponto inicial de parada do vendedor ou visitante que, procedente  de SP, desembarcava do trem. A Rua Rio de Janeiro reproduzia o elevado grau de musculatura econômica da Rua São Paulo, na paralela ascendente.

A cidade estava próxima da História com seus grandes acontecimentos. Como o Hotel Accorsi/Di Cunto, atual Hotel dos viajantes,  não mais  satisfizesse   os alterados hábitos do catanduvense daqueles dias, passamos  a reclamar por outro, moderno, amplo e de arquitetura contemporânea. Assim, o Hotel Accácio, erguido como hospedaria do Município, conforme o modelo europeu, em particular o francês, por 60 anos gozou de isenção de taxas municipais, cuja família o administrativa em nome da coletividade. É o que reza a lei ordinária que lhe autorizou a construção e, depois, o funcionamento, por mim citada no site www.sickranoecia.com.br O hotel foi posto abaixo, como no poema de Carlos Drummond de Andrade. Com isso, perdemos grande porção do bestunto localizada no lobo frontal e que responde tanto por atos de inteligência quanto pelas emoções. A Praça 1º. de Maio desapareceu, como o dia mundial dos trabalhadores não estaria inscrito no calendário não fosse aquele longínquo 1º.de maio de 1886, em Chicago, quando os trabalhadores, nas ruas, lutavam por jornada de trabalho de 8 horas.  Até hoje não se descobriu a identidade do anarquista que  lançou uma bomba contra o magote de policiais que, ato imediato, abriu fogo para fazer dezenas de vítimas. Muito mais tarde, infelizmente, os partidos stalinistas fizeram do 1º. de Maio o dia anual do plebiscito para a perpetuidade no poder. Recomendo a Marco Vinholli e Richard Casal trocar a velha placa timidamente pregada na mureta da passarela sobre o leito ferroviário por outra, maior e mais visível.

 

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