A pantera

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Luiz Roberto Benatti

Todo o dia o Mundo acontece.
Grito rude que se tece e tece.
Acesa chama, a carne que cozes
Não é vezo de meu nome,
mas condição de homem,
dádiva de nume, não sei.
Só sei que a tudo espreita a Morte:
Pantera, a companheira, minha lei.
Mas eu luto com palavras fortes,
dôo e dou as cartas, rio e
saio à Vida, e ganho. Mas sempre,
sob o pequeno pálio redondo, sangro.
O coração guarda uma dor viva,
o peito rasgado pelas garras dum fauno.

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