Lições de Aristóteles e Platão no caderno de notas de Bergoglio

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Luiz Roberto Benatti

– “Somos todos animais políticos, no sentido amplo da palavra política. Todos somos chamados a uma ação política de construção em nosso povo. A pregação dos valores humanos, religiosos, tem uma conotação política. Gostemos ou não, tem. O desafio de quem prega está em acentuar esses valores sem se imiscuir na pequenez da política partidária”.
– “Já dizia Platão em A República: a retórica – que viria a ser a estética – é para a política o que a cosmética é para a saúde. Saímos do essencial para o estético, endeusamos a estatística e o marketing”.

A velhota, berloques nos devidos lugares, foi à conferência de A. Einstein para ouvi-lo falar sobre a Teoria da Relatividade. Eram aqueles primeiros dias em que ninguém sabia se a relatividade soprava para cima ou para baixo. A velhota ficou quieta na cadeira, mãos pousadas sobre os joelhos e esquecida do relógio. Quando o Físico terminou, ela foi à mesa, abriu passagem entre os presentes que queriam cumprimentá-lo e, cara a cara com Einstein, disse-lhe: “Entendi tudo, meu gênio: de agora em diante, estarei certa de que poderei atravessar paredes, porque é para isso que serve a sua teoria!”Do que falou e fez o Papa, tudo poderá ser dito pelos escoliastas, até mesmo negar de pés juntos que não havia no que disse qualquer traço,o mais mínimo que fosse, de marxismo, ou então que o santo padre voltou a prometer aos humilhados e ofendidos tão-somente o reino dos céus. Não, meus diletos amigos e contraditores, o Papa não é tonto nem coió. Animal político? Aristóteles? Há quanto tempo não ouvíamos criaturas elevadas da Igreja lembrar-nos do zoon politikon? Animal não é o que tem rabo e anda de quatro? Político? Não é aquele sujeito esperto que nos engana de cara lavada, promete e rouba? Ação política? O engajement não é coisa da esquerda esclerosada e velhaca? Os valores religiosos têm timbre político? Ah!, sim, existem a Política e a politicagem. Retórica? Blablablá? A cosmética do discurso, Lênine na cadeira de rodas, Krupskaya de chifres, a Revolução vermelha no vermelho? Quem não é do marketing venha dançar com Nietzsche? Não me enganem, candidatos na fila do Paraíso, porque o inferno da Revolução vos espera na próxima esquina!

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