Esquisitices sobre a história de CTV

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Luiz Roberto Benatti

1ª. questão: Se as terras de CTV estão encravadas em velhíssima área vulcânica e de mar interior; se o café procedente do Saara floresce em terra roxa; se a terra roxa resulta da decomposição do basalto; se a baixa presença de ferro no solo, não permite que o café vingue e se multiplique, pergunto por que, diabo, inventaram uma falsa tradução dum absurdo tupi para Catanduva com o significado de “terra do mato ruim”? Quem foi o tupinólogo? O primeiro e único que conhecemos foi Paschoal Roberto Turatto que jamais teria ousado chamar as terras locais de ruins.
2ª. questão: Se umas tantas pessoas, não duas ou três, migraram do sul de Minas para cá, pelo planalto de Barretos, e se o fizeram em razão da grande seca do final do século XIX, por que, diabo, insistir que Fulano ou Altrano foi o “fundador” da cidade? Se Fulano comprou terras de cá, quem comprou as de lá? Leve em conta que nossa jurisdição territorial já foi bem mais ampla do que o é em nossos dias. Antes que houvesse cartório de registro de terras instalado em Jaboticabal, não existiu aqui um sitiante? Será que os caioás não chegaram antes?
3ª. questão: Qual o motivo de os historiadores locais fecharem olhos e ouvidos para o pai de Alberto Santos Dumont, e seu filho; Giuseppe Sartori, Pedro Celli, Zaccaro, Cardarelli e outros ?Em vez de historiografia oficial, temos de fazê-la não-ficcional. Por que os nomes de rua da cidade, com raríssimas exceções, nada nos ensinam sobre a História?
4ª. questão: Fotografias de outros tempos só poderão ter significado histórico quando elas trouxerem à luz fatos seminais, p.ex., o papel crítico desempenhado por Geraldo Correia como diretor de O Bandeirantes, ou por que um grupo de italianos rejeitou o nome de Dante Alighieri para o clube? A palavra catanduva está registrada numa das páginas de Os sertões de Euclides da Cunha, mas deram à praça fronteira do Barão o nome de Roosevelt, com quem Getúlio Vargas desfilou em carro aberto no RJ e contra quem nós lutamos no 32.
[ Leia os capítulos duma história crítica e verdadeira da cidade nas páginas do site WWW.sickranoecia.com.br ]

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