A melodia atormenta os meus devaneios

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Luiz Roberto Benatti

Com raríssimas exceções, entra ano e sai ano, aqui na província, condenamo-nos a ver a octogésima versão do mesmo quadro do velho impressionismo tardio: a flor, a maçã, o tacho de cobre, a casinha de sapé, a vaquinha Mimosa, como se nada, artista algum tivesse feito de modo diferente, cuja produção, preciosa, por força da passagem do tempo, nem de vanguarda é mais. O nosso pintor enrubesce, esperneia, endereça à nuvem gritos primais. Conhece Roy Lichtenstein? Roy o quê? Aquele que repinta gibi que já foi pintado. Não tem graça, o cara queria é tirar sarro, não tem sentido, arte decadente. Aí vão três RL que eu fico com meu velho de cachimbo:

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