Equus

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Luiz Roberto Benatti

O pescoço de azinhavre mastiga
o tufo de crina que emoldura a orelha em que se atropelam o trovão
o pio da coruja & os relinchos presos num caixote de ossos
há séculos suturado sob os músculos do braço-perna.
Do dorso ao jarrete o olho oblíquo do mongol luta contra o exílio
na grama congelada;
do dorso ao chanfro os dentes mastigam bridão & dias vindouros.
O tempo galopa sobre o dorso salgado.
Equus, ecos.

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