Esplendor e miséria de Heleno de Freitas, admirável jogador de futebol

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Luiz Roberto Benatti

 

 

Aos 39 anos, Heleno de Freitas faleceu no manicômio de Barbacena, MG, destruído pela sífilis, o álcool, o éter do lança-perfume, o cigarro e a vida promíscua com mulheres. No momento de seu esplendor em campo, cancelou-se em razão da eclosão da Segunda guerra a copa mundial e Helena atirou-se contra uma realidade que não pode ser driblada. 1,82 m, bonitão, filho rico de fazendeiro que se formou como advogado e tocava piano, jamais conseguiu conter em campo ou fora dele a propulsão para a  briga e o ajuntamento de desafetos à sua volta. Por essa razão, foi posto de lado na copa de 1950 e, a seguir, venderam-no para o Boca Juniors da Argentina. Contam que Eva Perón apaixonou-se por ele. Estivesse vivo (com 115 anos!) iria registrar-se em selfies diários, extasiado com a própria beleza. Lembram-se da personagem Gilda do filme homônimo interpretada por Rita Hayworth? Gilda era o apelido de Heleno de Freitas.Com o manicômio de Barbacena coisa alguma nos faltou para mostrarmos ao mundo como éramos parecidos com Dachau. O Brasil foi sempre o País da suprema bondade movida por altíssimos sentimentos cristãos.

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