Sozinho, eu olho no  rosto pálido da geada

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Osip Mandelstam

Sozinho, eu olho no rosto pálido da geada

nada vai a lugar algum e eu – não me vou daqui

tudo plana engomado, plissado, sem  ruga

miraculosa, a planície respira

enquanto isso, o sol mastiga  os olhos nesta pobreza engomada

o estrabismo,  à vontade, consola-se a si próprio

dez vezes mais a floresta faz  praticamente  o mesmo

e a neve pisca os olhos, inocente  como pão limpo

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