Lições de política brasiliense, ou As razões de o PT preferir o travesseiro perfumado  de Vladimir Lênine e recusar  o de pedra usado por  Jó

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Luiz Roberto Benatti

 Entre uma passada de chapéu e outra, o PT mete a mão na massa do Estado, em princípio pertencente ao conjunto dos indivíduos da Nação. Por que o faz se os seus condutores dizem no palanque que as companhias estatais não podem ser doadas, dadas ou vendidas ao capital privado? Aprenderam com mestre Getúlio Vargas que jamais pensou em ensinar os discípulos a mentir. O PT mente sobre tudo o que faz ou espera fazer porque tem um projeto para o País, vetusto de 97 anos – os sovietes de Lênine.A cada solavanco, o partido empurra um pouco mais o Legislativo e o Judiciário para o abismo, em cujo buraco fermenta o Apocalipse. O Estado é o padrinho rico e o grande inimigo. Como ele é rico, o PT o dilapida, reparte o dinheiro com os amigos e aplica o restante na bolsa de permanência no poder, a fim de consolidar o projeto. O PT quer demolir a República de 89 e amalgamar os três poderes num único. O juiz será substituído pelo sofrido pipoqueiro, o médico formado pela USP pelo curandeiro das Terras-de-Lá, as Ciências pelas informações do Almanaque Capivarol, quem tem carro vai andar de bicicleta, a pós-graduação será extinta. O PT só reconhece o PT e a indigência mental. Seu horizonte do provável habita as ruas de Havana e a incalculável fortuna de Fidel Castro, instalado no poder  há 55 anos. Nos grandes centros, o PT conta com a propaganda da intelectualidade comprometida que, em nome da ajuda aos pobres, auxilia  Brasília a amaciar a ira da moçada embasbacada. Chauí, Antônio Cândido, Chico Buarque, Fernando Moraes, Zé Celso traduzem para o jargão do eleitor desinformado a geografia da volta ao mundo em 16 anos. Aqui na província o partido não conta com o trabalho  desses intelectuais pré-senis, mas não tem importância porque, pela lei do reducionismo, temos o Zanzeri, De Fázzio, Bié,Gil,  de vez em quando a deputada e, de uns tempos para cá completamente sumido,   o sorridente  Marcos Ferreira, aquele que venerava dona Dilma. Não sabem muito mas conseguem explicar o inexplicável, pegar alguma onda mixuruca, posar de sei-tudo-o-que-você-ignora, burguês de gravata de seda.Como a ação predatória foi longe demais, instrua o seu neto na arte de fazer alçapão para apanhar petista.Alçapão, gaiolão, cadeião.

 

 

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