O CONFRONTO DA NOVA REPÚBLICA COM A REPÚBLICA SINDICALISTA

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José Roberto Salattine

 

Para entender as razões claríssimas do porquê a tese do impeachment nunca foi uma saída para o Brasil (o vídeo que Olavo de Carvalho apresenta é a prova, eu só estou dando um pitaco). Temos que voltar um pouco no tempo e lembrar que o parto de toda a configuração política que temos hoje no Brasil se deu em 1988, com a promulgação da Constituição Federal.

 

Essa Constituição foi produto da interação de interesse de políticos tradicionais e do corporativismo sindicalista, que assumiu o poder com Lula, mas que tinha em seu DNA a instrução genética do comunopetismo que estava latente e difuso na intimidade de vários partidos de esquerda e dos…sindicatos. Lula é um sindicalista autêntico; Dilma uma revolucionária (e terrorista marxista a qual, resta saber, até onde ela entendeu Marx e aí já é uma outra história), mas de Lula sabemos que toda a prática mafiosa foi desenvolvida através de negociações dos sindicatos com os empresários, sobretudo nas décadas de 80 e 90, o que já era um, por assim dizer, domínio cultural.

 

A classe de políticos tradicionais, os verdadeiros autores da Nova República, que emergiram no cenário brasileiro com o fim do Regime Militar Contrarrevolucionário, cujas figuras estão vivas, alegres e solertes, dando entrevistas a todo momento, foi colhida pelo vício patrimonialista, pela ceva do dinheiro dos cofres públicos, fácil e à mão e, emprestando as palavras de Olavo, os quais formam e integram o agrupamento representativo do estamento burocrático, tese retirada de Raimundo Faoro, que foi quem primeiro delineou o conceito.

 

Agora fica bem claro que havia, no contexto recente, uma atmosfera de destruição mútua, uma espécie de Guerra Fria, que se tornou quente, dentre os políticos tradicionais e os políticos da esquerda que sobreviveram na pós- anistia e que foram coautores e corredatores da Constituição prêt-á-porter, por meio da qual detinham o poder real. Deu no que deu. Vítimas da gula por poder e dinheiro, parece que estão se destruindo mutuamente, estimulados por fatores externos ou, se pudermos dizer, por forças diretivas autônomas (by Weber) exógenas.

 

O processo ainda está em curso porque os fatos é que  dão o elemento combustível para a sua produção e autorreprodução. Quem viver verá.

A classe de políticos tradicionais, os verdadeiros autores da Nova República, que emergiram no cenário brasileiro com o fim do Regime Militar Contra Revolucionário, cujas figuras estão vivas, alegres e solertes, dando entrevistas a todo momento, foi colhida pelo vício patrimonialista, pela ceva do dinheiro dos cofres públicos, fácil e à mão e, emprestando as palavras de Olavo, os quais formam e integram do agrupamento representativo do estamento burocrático, tese retirada de Raimundo Faoro, que foi quem primeiro delineou o conceito.

Agora fica bem claro que havia, no contexto recente, uma atmosfera de destruição mútua, uma espécie de Guerra Fria, que se tornou quente, entre os políticos tradicionais e os políticos da esquerda que sobreviveram no pós anistia e que foram coautores e corredatores da Constituição prêt-à-porter, por meio da qual detinham o poder real. Deu no que deu. Vítimas da gula por poder e dinheiro, parece que estão se destruindo mutuamente, estimulados por fatores externos, ou se pudermos dizer, por forças diretivas autônomas (by Weber) exógenas.

O processo ainda está em curso por que os fatos é dão o elemento combustível para a sua produção e autorreprodução. Quem viver verá.

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