Inúmeros são os relatos de estupro na Bíblia

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Luiz Roberto Benatti

Quem lê a Bíblia com óculos de sol à noite, negará de pés juntos que os relatos de estupro estão presentes em todos os livros do Pentateuco, e são tantos, muitas vezes descritos com riqueza de detalhes e de modo realístico, que Faulkner fez do livro fonte de inspiração. O episódio de Tamar e Judá, p.ex., poderia ser lido para a moçada brava do Rio de Janeiro entre uma bola e outra. Tamar significa “aquela que permaneceu ereta”, além de palmeira e tamareira, contradição em termos porque a moça tombou nos braços do sogro. Primeiro ela se casou com Er, rapaz cheio de vícios, o primeiro filho de Judá. Deus castigou o rapaz pelo mal comportamento e o levou à morte. Viúva de Er, Tamar desposou Onã, tão ruim quando o irmão primogênito, também levado à morte pelo Demiurgo. Viúva duas vezes e sem filhos, Tamar disfarçou-se em prostituta e, com o sogro Judá, manteve relações sexuais: a bem da verdade, ele a estuprou. Ao se inteirar da gravidez, Judá mandou apedrejar a concubina, para, depois, queimá-la. Tudo muito parecido com os atos de perversão no RJ. Judá voltou atrás nos impulsos  de vingança e alegrou-se com os filhos gêmeos de Tamar – Fares e Zara, Faz muito bem o projeto Tamar em proteger as tartarugas.

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