A janela

001

Diane di Prima

 

você é  meu pão

e o couro cabeludo

o ruído

dos meus ossos

você é como

o mar

 

você não é  de pedra

ou som de fundição

penso

que você não tem mãos

 

espécie  de pássaro que voa para trás

amor

que arrebenta a  vidraça

onde a luz não fala

 

este não é o tempo

de cruzamento de línguas

(aqui a areia

nunca se altera)

 

 

 

penso

que o amanhã

vai-lhe torcer o dedão

e você vai

brilhar

como metrô vazio

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