Firulas olímpicas

 

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Luiz Roberto Benatti

 2006 foi o ano em que a administração de Afonso Macchione Neto esmerou-se no incentivo ao esporte: reuniões, sonhos, investimento, oba-oba e muita firula. Os singelos admiradores do prefeito deveriam inteirar-se da lei orgânica 4277 de 26 de novembro daquele ano que autorizava a criação do programa de bolsa de esporte olímpico (?) para incentivar a prática de esportes olímpicos e coletivos (?) na cidade. A dita bolsa que se esvaziou antes mesmo de estar recheada prometia apoio financeiro, médico (?), psicológico e técnico ao atleta e, dentre os critérios de seleção, previa a capacitação do atleta (meu Deus, mas que bandeira é esta). A lei não ousou mencionar as modalidades olímpicas, razão por que lembraremos as seguintes: nado sincronizado, pólo aquático, saltos ornamentais, atletismo, badminton,boxe, canoagem, pelota basca, críquete, golfe, hóquei no gelo, rugby, luta livre, pentatlo, vela, tiro esportivo, tênis de mesa e inúmeras outras não mencionadas pela lei votada e aprovada porque pensá-las teria dado  muito trabalho. Dessas  firulas que não saíram do papel, fico com a canoagem que poderia ter sido praticada no Barro Preto, desde que lá em cima, pelos lados da Washington Luís, tivéssemos mandado construir uma cachoeira.

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