Jezabel e os cães

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Luiz Roberto Benatti

A violência nos dias que correm não se iniciou do nada, ainda que o Tao té-ching dissesse que houve um tempo em que nada existia e, se coisa alguma era existente, então a violência não fora vista ou reconhecida. Não somos leitores do Tao por afinidade religiosa, mas da Bíblia, em cujas páginas  a violência, sem titubear, faz a vítima sangrar até o esgotamento final. O Tao é suave, noturno, silencioso. Jezabel foi morta por eunucos a mando do sanguinário Jihu e, a seguir, devorada por cães. Como a Bíblia gosta de botar nas coisas uma pitada de mistério, os cães rejeitaram a cabeça, as mãos e os pés de Jezabel. Jezabel não era flor pacífica: como seu marido Ahab necessitasse dum pedaço de terra e o proprietário Naboth não quisesse vendê-lo, Jezabel deu ordens para assassinarem o homem. Mais tarde morreram o marido e dois filhos de Jezabel, provavelmente assassinados: foram lançados da sacada do palácio.

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