O avatar de Frederico Barbarossa em CTV

 

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Luiz Roberto Benatti

 

Do jeito como vão as coisas, temos de admitir que o passado sugou-nos como se fosse buraco negro e, desse modo abduzidos, despencamos nas ruas de Florença a partir do século XII, Antes de me dizerem  que nada temos a ver com época tão remota, lembremos que, em particular nos trecento, os Macchione foram adeptos ferrenhos dos gibelinos, defensores da Casa suábia, portanto avalistas do domínio germânico sobre a Itália, com Frederico Barbarossa no comando. Guelfos e gibelinos constituíram-se em facções, de tal modo convictos de suas verdades particulares, que tudo fizeram para consolidar o domínio das cidades. Os guelfos eram pelo papado e os gibelinos lutavam para ver restaurado o predomínio do Sacro império romano. Dante Alighieri era guelfo. Florença era guelfa, enquanto que Arezzo, Siena, Pistóia, Luca e Pisa lutavam pela causa gibelina. As batalhas foram numerosas e prolongadas, como nossas escaramuças em que ex-malufista, depois peessedebista, une-se a ex-petistas. As coisas na Itália só começaram a mudar depois de 1269 com a derrota dos gibelinos em Siena. Barbossa aparou a barba ruiva e foi cantar noutra freguesia.

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