Gênese

0011

Jayanta Mahapatra/Benatti

 

deita-se a maçã numa velha maca

na área externa do mundo

 

o silêncio de pedra dos homens olha com severidade

e cruza a linha da sanidade mental

 

por que penso nisso

ao afogar-me na profundidade do tempo perdido?

 

talvez coisa alguma venha do nada

bocejo longo como fôlego do nada

 

a alma de minha mãe talvez torne livre a maçã

levando-a para rolar em sua rota

 

e eu procuro pelo mesmo sentido de imobilidade

à espera de que ele vai-me curar

 

o mito tem a cabeça presa na forquilha duma árvore

e os espíritos do conhecimento não a deixarão passar

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