Duas coisas sobre Horácio e carpe diem

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Luiz Roberto Benatti

 A máxima carpe diem está entranhada numa das Odes de Horácio, o poeta latino. Ele escreveu: “… carpe diem, quam minimum credula postero”. Embora tenhamos nós vulgarizado a tradução de carpe diem para aproveita o teu dia, carpe, de fato, é o verbo para colher ou recolher, como quem colhesse o fruto maduro sem aguardar o dia seguinte – postero – quando ele estará podre. Interessante é o vocábulo credula, os crédulos, que olham o tempo todo para as nuvens negras à espera dum radiante amanhã.Se o filme Sociedade dos poetas mortos pareceu difundir a expressão horaciana, a questão básica da fita é espalhar por aí

a fantasia de que a estúpida anarquia da escola contemporânea poderia ser modificada pelo entusiasmo e que a grande Poesia alarga os contornos da mente. Sem o Latim não iremos a parte alguma. Thoreau é citado no filme. Alguém o lê?

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