A Câmara é um ringue e Amarildo Davoli nosso Jack Dempsey

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Luiz Roberto Benatti

 

Davoli não deve ter lido Nietzsche se não saberia que os atos de moralidade brotam do embate entre corpo e alma, quer dizer, você deseja algo com  que seu pai não concorda, você insiste e ele lhe manda um petardo no nariz. Você vai à lona. O corpo é um estádio fervilhante, lotado, cujos apostadores ficam de olho nas pulsões, instintos, afetos, apetites, paixões que sangram da ferida aberta no supercílio. Sempre que observo os retratos de Amarildo Davoli na WEB, sua postura de peso leve na tribuna, braços abertos como quem aguarda o momento do ataque, lembro-me de Jack Dempsey, fabuloso boxeur de ascendência Cherokee e judaica dos anos 20s. Dempsey tornou-se criatura mítica para os norte-americanos e irlandeses. Davoli será lembrado por muitos anos, razão por que deveria pendurar ao lado de seu retrato o cinturão de ouro que pensa ter ganho agora que o Bié e o Cidimar internaram-se no camarim.

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