Chuang-tsé convoca as borboletas em seu leito de morte

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Hasso Krull/Benatti

 

Chuang-tsé convoca as  borboletas em seu leito de morte

e elas  vêm. Embora o  dia seja pleno

besouros  e mariposas  vêm também,

enxames deles  zumbem melancolicamente

 

giram ao redor do mestre. Ele fala:

hoje sonhei

que  era o mestre das borboletas. Eu ensinei a todas elas

grandes e pequenas, claras e escuras,

 

peludas e manchadas. Minhas lições

infuenciam. Todas elas despertaram. As borboletas

acordei e vi que eram borboletas. . . ”

mas a noite já caiu.

 

oh, essa  revoada ao redor  da lâmpada.

asas de luz no leite. O pó brilhante das asas

ma mesa desgastada, as vozes das pessoas, os olhos,

o crepitar da fogueira dos antepassados.

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