(para I.

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Anja Kampmann

Ele foi-se embora no ano passado
nos dias a seguir
viste por vezes sombras nos ramos dos galhos
e o mar
trazia para terra ossos de baleia cujo centro secreto
ele procurava
Uma demolição constante como o negro enquanto parte
do asfalto claro tracejado ou
digamos pedras, dançarinos mais pequenos
impossíveis de desembaraçar
o mosaico do tempo ou
digamos padrões que um enxame de gralhas
forma no céu
ou digamos Novembro e uma luz mais fraca
ou digamos flocos de fôlego e recordação
um eterno recuo
como o chinês no parque de Paris
digamos a vinha junto às casas
os pardais, as suas penas, a anatomia de uma pena de voo
num dia em inícios de Outono o centro
de cada ruído
que nos atravessa.

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