Prosa para  as aldravas de José Lima Júnior

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Luiz Roberto Benatti

Como se fosse vestibulanda atrasada para a prova, e muito esbaforida, Ismália trancou-se no Palazzo Pandolfini. Naquele dia, Florença despertara com  um estreito céu lúgubre, mas amplo o bastante para assustar moços e idosos. Não saberemos de fato quando Ismália enlouqueceu ou os motivos de ter ela recortado em cartolina duplicata da Lua. Há dúvidas também sobre se ela se afogou. Mesmo assim, José Lima apressou as pedaladas na bicicleta, para alcançá-la antes do cometimento, o que implica em dizer que, para ter sido bem-sucedido,  ele precisaria ter estado em frente da porta descomunal do palácio um minuto que fosse à frente da pobre moça mineira. Bem que José Lima deu com vigor a aldrava contra a madeira. Ismália já alcançara a torre. [Nota: a imagem desta prosa singela foi tomada na Croácia.]

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