ISRAEL e  PALESTINA

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Sérgio Roxo da Fonseca

Após a Segunda Grande Guerra, a região onde hoje se encontra Israel e a Palestina estava sob o domínio da Inglaterra. Os judeus, espalhados pela diáspora, sempre acreditaram que aquelas terras são suas porque doadas aos seus antepassados por Deus, conforme documenta o Velho Testamento.

Em resposta aos constantes massacres sofridos, na metade do século XIX, os judeus criaram um movimento na Europa, o sionismo, voltado a instalar um Estado onde antigamente existia o Reino de Israel, ou seja, em terras palestinas que eram e são muito áridas e pobres. Os livros registram que os judeus foram recomendados a comprar por preço vil  terras de árabes desavisados. Com o holocausto imposto pelos nazistas, o sionismo tomou  grande vulto.

Após 1945. os judeus, então habitantes da Palestina, tomaram armas e lutaram contra os ingleses. Os revoltosos foram então considerados terroristas mas,  alcançada a vitória, foram convertidos nos primeiros governantes do Estado de Israel.

Vários conflitos armados daí surgiram entre o Estado de Israel e os palestinos, muitos dos quais foram expulsos especialmente para países vizinhos como  Líbano e  Síria. Alguns deles foram deslocados para o Brasil.

Israel, pelas armas, em seguida, tomou terras de paises soberanos, como  Síria e  Jordânia. Com relação à Síria, Israel tomou-lhe as Colinas de Golan, anexando a área ao seu território, ali o Rio Jordão, a principal fonte de água existente naquelas terras desérticas. Israel, contra a ONU, proclama que jamais devolverá as Colinas de Golan à Síria.

A ONU, por mais de uma vez, ordenou a Israel que volte às suas fronteiras de 1967. Essas ordens são rejeitadas pelo Estado de Israel que, segundo o noticiário de imprensa, até hoje, amplia seu território, tomando terras árabes, criando colônias em terras palestinas. É bem verdade que assim age porque se considera o povo de Deus, autoridade divina que lhes deu toda aquela área. Quase todos os dias, judeus e árabes morrem e se matam na região.

Muito embora o Estado de Israel tenha sido criado por um ato de força, reconhecido pela ONU, os judeus não admitem que uma declaracao dessa ordem jurídica reconheça o Estado Palestino por pelo menos três razões  relevantes. A primeira: Israel não quer retornar às fronteiras de 1967, ao contrário pretende continuar ampliando o seu território. A segunda: Israel não admite o retorno dos milhares ou milhões de palestinos de suas casas expulsos por suas armas. A terceira: Israel tem o apoio da mais forte nação do mundo, os Estados Unidos que, sozinha, consegue derrotar a maioria dos países reunidos sob a bandeira da ONU.

O Brasil reconheceu o Estado Palestino, como no passado já havia também reconhecido o Estado de Israel.

Dar aos palestinos o mesmo tratamento dispensado aos judeus, representa não somente uma reclamação da Justiça, mas também um forte passo para paz, ainda que seja contra os governos dos Estados Unidos e  Israel.

 

 

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