Juscelino Kubitscheck

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Sérgio Roxo da Fonseca

 

            O mineiro Juscelino Kubitscheck exerceu a presidência da República de 1956 a 1961. Era filho de uma professora. Foi médico da Polícia Militar de Minas Gerais. Com certeza foi o presidente que mais alterou a sociedade brasileira. O texto servirá para registrar o alcance de algumas de suas obras.

            Até a sua chegada ao poder, os brasileiros somente podiam usar carros estrangeiros. Os automóveis não eram fabricados em nossa terra. Promoveu a criação da Fábrica Nacional de Motores, de onde surgiram os famosos caminhões FNM ou FENEMÊ na linguagem popular.

            As indústrias metalúrgicas e siderúrgicas receberam  fortíssimo impulso, especialmente porque o ferro nacional passou a alimentar o mercado interno.

            O Brasil era um enorme pais que olhava apenas para o mar. Juscelino iniciou a marcha para Oeste, planejando e construindo a nova capital em terras até então de Goiás. Quase imediatamente a nossa produção agropecuária sofreu um crescimento tão grande que até hoje exportamos nossa produção até para os países orientais. Os nossos olhos continuaram a ver o mar, mas voltaram também para o extenso Oeste dando sentido político e econômico à conquista histórica dos bandeirantes. Para tanto, construiu uma longa estrada de rodagem, até hoje em uso, ligando Brasília com o Norte do País, a Belém-Brasília.

            Muitos dos seus opositores passaram a denunciar ilegalidades e danos ao erário resultantes da construção de Brasília, o que jamais foi negado por ninguém. Conta-se que Roberto Campos, nosso embaixador nos Estados Unidos, numa cerimônia, leu  vasto relatório registrando os atos criminosos ocorridos durante a construção da nova Capital.

            Um dos presentes, muito inquieto, demonstrando grande indignação, disse-lhe que era insuportável saber que o Brasil era um país de ladrões tanto que nem mesmo o seu embaixador conseguia ocultar os danos e a corrupção cometidos contra os cofres públicos. Naquele momento, o embaixador Roberto Campos esclareceu que o relatório, que estava lendo, noticiava a construção da capital dos Estados Unidos e não do Brasil. Quando então puxou outro papel para iniciar a leitura das obras de Brasília.

            É bem verdade que ninguém aplaude o cometimento de crimes contra o patrimônio do povo. Mas é muito relevante ter a certeza de que criminosos dessa laia não nasceram apenas nas terras brasileiras, pois acabam sendo batizados em toda e qualquer parte do mundo.

            O importante é ter meios e órgãos capazes e competência para travar todas as espécies de inconstitucionalidades e de ilegalidades, destravando o progresso de uma terra que gerou grandes homens, dentre os quais Juscelino Kubitschek. O grande homem teve os seus direitos políticos cassados durante a última ditadura. Morreu em 22 de agosto de 1976 num misterioso acidente de trânsito resultante do choque ocorrido em Rezende entre um ônibus e o seu automóvel.

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