Romeu e Julieta em Verona, no pomar de Capuleto

001

‘Tis but thy name that is my enemy;–
Thou art thyself, though not a Montague.
What’s Montague? It is nor hand, nor foot,
Nor arm, nor face, nor any other part
Belonging to a man. O, be some other name!
What’s in a name? that which we call a rose
By any other name would smell as sweet;
So Romeo would, were he not Romeo call’d,
Retain that dear perfection which he owes
Without that title:–Romeo, doff thy name;
And for that name, which is no part of thee,
Take all myself.

 

Em ti, só o teu nome é que é meu inimigo!

Tu não és um Montecchio, mas tu mesmo!

Afinal, que é um Montecchio? Não é um pé,

nem a mão, nem um braço, nem um rosto,

nada do que compõe um corpo humano.

Toma outro nome! Um nome! Mas, que é um nome?

Se outro nome tivesse a rosa, em vez de rosa,

deixaria de ser por isso perfumosa?

Assim também, Romeu, se não fosses Romeu,

terias, com outro nome, esses mesmos encantos

tão queridos por mim! Romeu, deixa esse nome

e, em troca dele, que não faz parte de ti,

toma-me a mim, que já sou toda tua!

[Trad. de Onestaldo de Pennafort]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s