Mílton Nascimento, Márcio Borges e …”Jules & Jim” de Truffaut

 

Gustavo de Oliveira

É a gênese do Clube da Esquina: “Tudo começou com uma ida ao cinema. No dia em que Mílton Nascimento assistiu em várias sessões seguidas ao filme Jules et Jim, de Françoise Truffaut, ao lado do amigo Márcio Borges, decidiu que seria compositor e músico profissional. Até então queria apenas interpretar canções de outros autores.”

 Bituca a Márcio Borges, após “Jules e Jim”: Quando saímos do cinema, eu bati no ombro de Marcinho e falei: ‘Baixinho, o negócio é o seguinte: nós temos que começar a trabalhar!’”, relembra Milton.
E começaram. Naquela mesma noite, no quarto de Márcio, no 17º andar do Edifício Levy, Milton, munido de seu violão, e o amigo, de papel e caneta, fizeram três músicas de uma só vez: “Paz do amor que vem” (que foi rebatizada para “Novena”), “Crença” e “Gira, girou”, as duas últimas do primeiro disco do cantor, de 1967.
“Não foi a música do filme que mexeu comigo. Me apaixonei pela história, pelas cenas, pela amizade dos dois [Jules e Jim] e por ela: Jeanne Moreau. Desde que assisti ao filme, ela se tornou uma das pessoas que eu mais sonhava em conhecer e, quando eu percebi, estava lá, tomando chá no apartamento dela”.

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