Conversas com a profa. Laiz

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Rodrigo De Sena Sampaio

Laiz. Sua postura era radical, pois ia diretamente à raiz do problema, da questão. Somos testemunhas do nosso tempo, mas nos apoiamos no passado para saber em que direção fixar o olhar. A tranquilidade da escolha só pode ser feita diante do que se apresenta como fato, e somente na lucidez de quem se apoia sobre ombros de gigantes que permitem olhar mais longe e firme para o que está por vir.  Como o Documento/Monumento, que surgiu diante de nós, na sala de aula do curso de História. Única e impossível de substituir. Quando escrevia sua tese sobre Heródoto, firmou esse legado de si mesma. Tornou-se a um só tempo sujeito de sua história e observadora de seu próprio tempo, como prova o legado, termo justamente forte e suave de quem trabalhou efetivamente sobre si, seus alunos e colegas. Não esmoreceu diante da oposição, da crítica e das complicações de saúde. O tempo exige que eu seja sintético como ela exigiu que eu o fosse diante do trabalho e da pesquisa, das coisas que investigo hoje e são muitas, uma delas o trabalho feminino no século XX: surgiram ao redor de uma mesa de madeira com livros, disciplina, serenidade e a certeza de olhar –se adiante. “Ainda temos muito que fazer”, professora Laís

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