GRANDE DEPRESSÃO

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          Sérgio Roxo da Fonseca

         A expressão “Grande depressão” também é o nome usado para denominar a quebra da bolsa de valores de  Nova York, ocorrida em outubro de 1929. Durante a Primeira grande guerra, as indústrias americanas tiveram um extraordinário crescimento motivado pela exportação de suas mercadorias destinadas às nações em conflito.

         Após a guerra, as nações europeias dedicaram seus esforços em busca de sua reconstrução, causando  grande desequilíbrio na economia dos Estados Unidos. Em outubro de 1929, os empresários venderam desesperadamente as ações de suas empresas, causando  desvalorização ainda não conhecida. A história registrou o aparecimento de cerca de trinta milhões de desempregados. O número de suicidas cresceu amedrontando todos os analistas.

         O Brasil tinha a sua economia centrada quase só no café. Os Estados Unidos, que se apresentavam como  seu maior comprador, suspenderam as importações. A nossa economia sofreu  forte impacto. O governo brasileiro passou a comprar café e a queimar os estoques em busca de manter-se o preço.

         O grande economista inglês Keynes influiu decisivamente na recuperação norte-americana, já sob a administração de Roosevelt. Keynes lecionou que a economia daquele país tinha a forma de uma lagoa adormecida necessitada de ser despertada, exigindo atos governamentais que a movimentassem criando ondas suficientes para atingir até mesmo suas margens.

         O economista ensinava que o governo deveria intervir, jogando pedras na lagoa adormecida, acordando-a. O governo deveria engarrafar dólares e depositá-los em minas exauridas, comunicando que o dinheiro seria de quem o encontrasse. Ou então que imediatamente fossem feitas grandes aplicações na abertura e asfaltamento de estradas, construções de aeroportos e usinas hidroelétricas etc.

         O presidente Roosevelt adotou o segundo plano que recebeu o nome de New deal. Em pouquíssimo tempo a economia recobrou o seu crescimento, o desemprego declinou, os Estados Unidos saíram do buraco.

         Admitindo-se por admitir que haja algo semelhante entre a economia do Brasil de hoje e aquela dos Estados Unidos após a quebra da bolsa de Nova York, tem-se indagado qual seria o nosso melhor remédio. Enxugar as inversões governamentais, até mesmo impondo novas contribuições de impostos ou movimentar a economia com o asfaltamento de estradas de rodagem, reconstrução de novos aeroportos, construção de usinas hidroelétricas etc.? Melhor será apreciar a lagoa adormecida ou começar a lançar pedras para convulsionar suas águas, gerando ondas de progresso, na imagem metafórica de Lord Keynes?

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