Haia era Hague, do mesmo modo que Florença era Firenze

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Luiz Roberto Benatti

 

Nos tempos em que CTV sabia rir-se de si mesma, porque hoje, doente, ela só tem tempo para velar-se a si própria, contam que ilustre senhora, por sua ancestralidade, viajou para a Itália com o único propósito de visitar Florença. Ao voltar, foi cercada por amigas que, ao bebericar chá importado, ouviram dela profundo lamento pelo qual revelou ter sido ludibriada pela agência de passagens que, em vez de Florença, a levou para Firenze! Ruy Barbosa, a quem continuamos a venerar, não fosse por outro motivo, o seria pela vergonha de ser brasileiros, esteve em Haia, em 1907, de cuja conferência ele retornou nas asas duma águia, enquanto que muitos holandeses sempre moraram no Hague. Nunca soube que Ruy tivesse dito um oh! sobre Van Gogh,morto 17 anos antes da visita do águia. Seria esperar demais do ilustre advogado, cujo microuniverso, vitoriano, em tudo e por tudo, distava centenas de anos-luz do do pintor que reinventou a pintura de cavalete, com sua incrível produção de mais de 2 mil obras. O desenho que ilustre o artigo, feito nos tempos do Hague/Haia, retrata o árduo trabalho de cavadores e transportadores de areia para os diques. Ruy cortejava a classe endinheirada.

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