Asteroides e cometas

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Desde os antigos gregos, acreditava-se que Saturno era o planeta mais distante. E, depois do telescópio e das descobertas dos satélites de Saturno e Júpiter, os astrônomos descobriram os cometas, os asteroides e os demais planetas do sistema solar.

Embora se deva salientar que os cometas são observados desde a pré- história, eles chamam a atenção pela sua forma exclusiva, como nuvens brancas e cauda que se parece com cabelos, daí o nome cometa (do latim cabelo).

Aristóteles foi o primeiro a propor uma explicação, seria um fenômeno da atmosfera. Em 1.531, Girolano Fracastoro estudou um cometa e observou que sua cauda sempre se dirigia para longe do sol, favorecendo a teoria de Aristóteles.

Em 1.577, o dinamarquês Tycho Brahe tentou medir a paralaxe de um cometa, a olho nu, concluiu que estava bem mais longe que a Lua, se já tivessem inventado o telescópio… De qualquer modo, comprovou que não era um fenômeno atmosférico. Johannes Kepler sugeriu que os cometas seguissem órbitas elípticas como os planetas. Em 1.664, Giovanni Borelli estudou um cometa e sugeriu que os cometas podem ter órbitas parabólicas, ou seja, só visitam o sol uma única vez.

Um cometa surgido em 1.682 mereceu a atenção de Edmund Halley que pesquisou e concluiu ser o mesmo cometa que Fracastoro observara em 1.531 e houvera sido observado em 1.607 e 1.456. Estava descoberto o cometa de Halley que nos visita a cada 76 anos. A partir de então, muitos outros foram descobertos e, em 1949, Fred Whipple sugeriu que os cometas são compostos de materiais gelados que, ao se aproximar do sol, evaporam.

Descobriram então os asteroides (do grego “como estrelas”), que são pequenos corpos situados entre as órbitas de Marte e Júpiter (poderia ter existido um planeta que foi destruído ou que nunca conseguiu se formar). Em 1.801, Giuseppe Piazzi descobriu o primeiro asteroide, que denominou Ceres, deusa romana da agricultura. Era pequeno,  um 62 avos da nossa lua. Até 1.900, mais de quatrocentos asteroides foram descobertos, principalmente pelo uso de fotografia na astronomia. Essa região foi chamada Cinturão de Asteroides.

Em 1.898, o alemão Gustav Witt descobriu um asteroide que saía do cinturão, passava Marte e chegava próximo da Terra. Batizou-o de Eros, o deus grego do amor. Em 1.948, Walter Baade descobriu outro que se aproximava de Mercúrio, denominando-o Ícaro, que na mitologia grega voou com asas artificiais muito perto do sol, a cera que colava as penas na estrutura das asas derreteu e ele morreu na queda. Acredita-se que os satélites de Marte (Fobos e Deimos que no grego significam medo e terror) eram asteroides que foram capturados.

Em 1.906, o alemão Max Wolf descobriu um asteroide que se movia na órbita de Júpiter, um sexto da órbita à frente (60o em relação ao sol), formando um triângulo equilátero com o sol e Júpiter. Chamou-o de Aquiles, o herói grego da guerra de Tróia. Esta posição já havia sido estudada por Joseph Lagrange e considerada estável pela Lei da Gravidade. Ora, se é estável à frente, também o é 60 graus atrás. E descobriram o asteroide Pátroclo (amigo de Aquiles). Outros asteroides foram descobertos nessas posições e foram chamados de Troianos.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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