Um partido clandestino

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Luiz Roberto Benatti

 Se o partido comunista do Brasil fosse o Titanic, não teria ele colidido com nenhum iceberg. Foi agremiação oculta, escondida, secreta quase que a vida toda. Foi fundado em 1922, ano da malfadada semana modernista de SP, financiada pelos barões do café, cujas luzes do teatro municipal não foram usadas pelos membros do partido, mesmo porque eles foram  esconder-se em Niterói. Mistério dos mistérios é saber a razão de o partido fundar-se com barbeiro, contador, eletricista, gráfico, sapateiro, alfaiate. Exceção única foi Astrojildo Pereira, jornalista. Nenhuma mulher nem mesmo alguém que pudesse ter preparado o café para a reunião. O partidão foi sempre misógino e contra os intelectuais.Lênine, advogado, não teria sido presença bem vista.

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