Jango na China, o Barão em Brasília

Luiz Roberto  Benatti

 Em agosto de 1961, Jango foi recebido na China, com festa, por Chu-en-Lai. Um pouco antes, ele havia nos convidado para visitar Brasília e o prof. Anísio Borges estendeu o convite a um grupo numeroso de alunos da escola, mulheres na maioria. Ranieri Mazzilli enviou a Catanduva um sucatão da Segunda guerra e lá fomos nós chicoteando nuvens e jogando buraco no avião. Fomos ao Alvorada e, do modo como chegamos sem cerimônia, entramos e percorremos os corredores, em nenhum momento barrados pela guarda palaciana. Ranieri nos saudou e, num dos longos corredores, quem, de braços abertos, veio na nossa direção dizendo em voz alta  nomes de antigos integralistas de Catanduva foi Plínio Salgado. Depois do almoço, fomos para a Universidade de Brasília onde, militares treinados, nos ensinaram a fazer bombas para dinamitar pontes e edifícios. Nós queríamos implantar o comunismo e comer com garfo e faca as pobres criancinhas. Voltamos sorridentes e diplomados e há 56 anos tento convencer alguns amigos à direita que o que se deu não tem nada a ver com os ossos desconexos que lhes implantaram na cabeça.A partir de 68 as coisas ficaram muito feias e os cidadãos de bem à direita entraram para o cordão dos caças às bruxas.

[Estou no alto, à direita]

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