Uma nova estrela nascerá no céu

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Prof. Mário Eugênio Saturno

 

O céu sempre fascinou a humanidade e, hoje, vivemos uma época de descobertas incríveis com os telescópios espaciais e os novos localizados em terra. E até astrônomos brasileiros estão a descobrir um exoplaneta. O feito é de sete brasileiros da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Universidade de São Paulo, Observatório Nacional do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O planeta descoberto está localizado na constelação do Unicórnio e distante cerca de 1.200 anos-luz da Terra.

O planeta é do tamanho de Saturno, mas com metade da massa dele. É um corpo gasoso como Júpiter. O planeta orbita muito próximo de sua estrela que é similar ao nosso Sol. A distância entre eles é de um quinto da distância entre Mercúrio e o Sol, o que o torna muito quente. Estimaram a temperatura do planeta em torno de 1.100° C.

O planeta foi descoberto com o uso da   técnica do trânsito planetário que mede variações no brilho da estrela conforme o planeta passa na frente. Os dados foram coletados pelo telescópio espacial CoRoT, que é um projeto entre a Agência Espacial Francesa, Agência Espacial Europeia e instituições brasileiras. Para confirmar a existência do planeta, foi utilizada a técnica de espectroscopia, usando-se  um dos melhores instrumentos para esse propósito, chamado HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), localizado no telescópio do ESO (European Southern Observatory), no Chile.

Também foi divulgada a primeira imagem de uma estrela, a Antares, e com detalhes surpreendentes e feita a partir de telescópio baseado em terra, o telescópio VLT (Very Large Telescope) do ESO, localizado no Chile. Antares é a Alfa-Scorpius, ou seja, a estrela mais brilhante da Constelação do Escorpião, uma supragigante vermelha, quase sempre visível, localizando-se na eclíptica, na curva imaginária entre o leste e o oeste.

Os astrônomos criaram também o primeiro mapa da atmosfera da estrela, revelando turbulência inesperada na enorme atmosfera extensa de Antares, que é uma estrela supragigante vermelha relativamente fria nos estágios finais da sua vida, a caminho de se tornar uma supernova.

A estrela Antares tem atualmente uma massa de 12 vezes a massa do Sol e um diâmetro cerca de 700 vezes maior do que o do Sol. Acredita-se que começou a  vida com uma massa de mais de 15 massas solares.

E a descoberta mais surpreendente foi feita por cientistas da Universidade Calvin, do Observatório Apache e da Universidade de Wyoming. Observaram em um sistema binário (duas estrelas orbitando um centro de massa comum), chamado KIC 9832227, que o período orbital do par está diminuindo, ou seja, estão se aproximando e vão se chocar. O sistema está sendo observado desde 2013.

A fusão estelar deve acontecer entre 2021 e 2023 e deverá mudar o céu noturno por várias semanas, tornando-se uma das estrelas mais brilhantes no céu, mais precisamente na Constelação do Cisne (Cygnus), visto no Hemisfério Norte. Essa constelação também é chamada de Cruzeiro do Norte. Essa constelação possui 50 estrelas visíveis a olho nu, sendo que a estrela 61 Cygni foi a primeira a ter sua distância medida, em 1838, ou seja, está a 11 anos-luz de nós.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

 

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