CONQUISTA DO BRASIL

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                                   Sérgio Roxo da Fonseca

 

                        Os documentos registram que, até a chegada de D. João VI, os brasileiros conheciam pouquíssimas escolas. Quase nenhuma de nível universitário. É possível concluir que a nossa história, especialmente a que se desenrolou durante os primeiros quatro séculos foi muito pouco documentada. Mesmo assim quase todos os documentos foram gerados na Europa.

                        Por exemplo, hoje se sabe que os franceses para lá levaram o tabaco, cujas sementes foram espalhadas por um diplomata espantosamente chamado Nicot. Que emprestou seu nome para a nicotina?

                        É sabido também que o gravatá já se espalhava por toda a parte, levando o nome de batismo revelado pelos índios. Algumas cidades perenizaram a sua existência, dentre elas Caraguatatuba que estampa no seu nome “tuba”, que significava “muito”, acrescido de “caraguá”, o nosso gravatá. No entanto, o gravatá foi rebatizado consagrando o nome do botânico Olof Bromelius, que faleceu em 1705. Hoje para o brasileiro e para o mundo o nosso gravatá passou a se chamar “bromélia”. Descumpriu-se assim uma regra de boa educação caipira: “mate o homem, mas não erre o nome”. Não se matou a planta, mas mudaram o seu nome. Talvez se trate de um traço de nossa cultura.

                        Os nossos novos historiadores têm registrado que a História do Brasil, paupérrima de documentos, foi reescrita no século XIX segundo recomendação e, possivelmente, segundo a orientação de Pedro II.

                        Ultimamente têm sido editados livros sobre a nossa história radicada em forte análise documental. Elegi um deles como o mais preciso daqueles que pude examinar. Fortemente baseado nos documentos existentes.

            O livro chama-se “A Conquista do Brasil” e foi escrito por Thales Guaracy, editado pela Editora Planeta. O autor é paulista, nascido em 1964, formado em Ciências Sociais e e Comunicação pela Universidade de São Paulo. Trabalhou para as revistas “Veja” e “Exame”. Recebeu o Prêmio Esso de jornalismo político.

                        O Brasil necessita – e muito – de livros como “A Conquista do Brasil” – 1500-1600 – escrito com a pena firme e forte de Thales Guaracy. O Brasil começa assim a receber a sua certidão de nascimento.

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