Sapiências de Sapeca

001

porto de pedras, alagoas, janeiro 2010

zé lima

de soslaio, sorrateira
tal qual Vênus de veneta lasciva,
a felina rabicha
moldura picante no silêncio da lua.

noutras noites,
suave e densa como gimnopédias de Satie,
engravida o vento e faz nascer

vozes atracadas aos gravetos dos sonhos.

à la fin,
no armário das cinzas,

sem cerimônia
e com sua pelagem lembrando tule,
tranca o coração das cores
como se abortasse nos recifes, muito longe,
a maré mármore, eternamente longa.

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