Ponte de mão única, escritora de narrativas fluentes

Luiz Roberto Benatti

 Mesmo que a vida, por ser carne,  não seja feita de palavras, o dialeto metafórico do escritor, esteja ele onde estiver,  injeta-lhe o espírito. Maria Fernanda Elias Maglio nasceu em Cajuru, onde São Bento, padroeiro da cidadezinha, fez-se orago e, assim, pôde estender os bons presságios para além do tempo. As narrativas de Maria Fernando não exibem o mais mínimo traço de provincianismo, ainda que, ali na província, o espelho de sua página reflita-se como nicho necessário. Entre Santa Rita do Viterbo e Cajuru, há muitos anos, plantou-se a ponte que ilustra  a presente matéria. Localizada além da curva, ela só poderá ser entrevista quando o motorista se der conta do sufoco experimentado numa  passagem única de duas mãos: quem vier de lá, terá de aguardar a passagem de quem se desloca de cá. Dublê de defensora pública e escritora, Maria Fernanda iniciou trabalho de encompridamento e alargamento da ponte até alcançar Pindorama e Catanduva, moradias e territórios míticos do sogro Ivan Maglio e do escritor Raduan Nassar. Nos próximos dias, início de dezembro, a autora lançará, pela editora Patuscada, misto de livraria, bar & café, da Vila Madalena, em SP, o livro Enfim, imperatriz, do qual o blogue www.catanduvanaoesquece.com voltará a falar. O blogue abrirá o apetite do leitor com um dos contos de Maria Fernanda.

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