Os pobres têm panelas, mas estão vazias como as bocas

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Luiz Roberto Benatti

Com o término da administração pública anterior, o gabinete do prefeito mudou-se para o prédio da Câmara. Ele não se transferiu-se para lá num sentido físico nem se deixou transportar por drone: do Messenger ou por fone convencional ou digital, ele fala com os valentes soldados do exército de Brancaleone. Eles fazem que fazem, a terça insana muda-se em quarta bacana, a quinta chega com sede de cana, a sexta

promete birra gelada e churrasco de picanha. Assim, seguem-se as coisas na Vila dos Anzóis Enferrujados. Os pobres não residem na pólis e muitas são as poléis, em cujas camas rangentes os corpos deitam-se camonianamente suados e acordam alquebrados. Em Catanduva, executivo e legislativo esperam apenas pelo dia da premiação da loteria, faturada preferencialmente por um deles. Cada um por si e o diabo contra todos.

 

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