Pelotão de gabolas

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Luiz Roberto Benatti

Nunca tivermos a terrível experiência  de enfrentar o inimigo poderoso em casa, como foi o caso dos franceses com a tomada do país pelos alemães de Hitler: armamento pesado, panzers, a cruel Gestapo, prisão e arresto, fuzilamento. Quem, por acaso, empunhou um velho fuzil do início do século XX ou rastejou na lama do córrego não fez nem mesmo a lição introdutória dos franceses durante a ocupação: mobilizaram-se crianças, animais, adolescentes, idosos, poetas, mulheres. A sabotagem era como um sanduíche de TNT que você levava no bolso interno do casaco nas ruas congeladas do Inverno. Estamos de costas para o Pacífico e de frente para o Atlântico, entrincheirados num território em que nos tornamos amantes fiéis do ócio e grandes farofeiros ou ufanos embonecados como Olavo Bilac. Na Resistência francesas não saberíamos usar nem mesmo estilingue feito de pau de goiabeira. O negócio, meus queridos, não é o patriotismo, mas a coragem e a esperteza em vencer o inimigo feito de carne, osso e muita maldade.

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