A História e a Religião

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                        Sérgio Roxo da Fonseca

            Num grande espaço de tempo, o estudo da filosofia – especialmente a grega – foi proibido aos cristãos, quando não muito desestimulado. Justiniano I, imperador do sacro império romano do oriente – que não era império, nem sacro, nem romano e que ficava no ocidente marcou, sua biografia com pelo menos dois grandes feitos.

            Coube a ele colocar em vigor a obra mais extensa do Direito Romano, o “Corpus Juris Civilis” que paradoxalmente foi redigido em Constantinopla em 529 depois de Cristo. Os seus redatores não eram romanos.

            Por volta da mesma data, Justiniano decretou o fechamento da escola criada em 384 antes de Cristo, por Platão, com o nome de Academia. Aquela escola foi considerada o último baluarte do paganismo. Durou quase mil anos.

            Os árabes e os judeus foram os responsáveis por guardar os textos de filosofia por longo tempo. Um muçulmano chamado Ibn Sina – Avicena para os cristãos – criou a primeira escola de Medicina, palavra que, como se vê, imortalizou o seu nome: “Ibn Sina”.

            Um árabe, Averrois, e, um judeu, Maimônides, nascidos em Córdoba na Espanha, foram os dois mais relevantes estudiosos de Aristóteles. São Tomás de Aquino teria sido orientado a ler os árabes antes de escrever a obra máxima da filosofia cristã,  Suma Teológica.

            E a Medicina? Segundo a Bíblia, Deus conversou intensamente com Moisés durante toda a passagem dos israelitas pela península arábica até os limites da Terra Prometida.

            Num determinado momento os judeus contraíram doenças. Deus ordenou a Moisés que lançasse o seu bastão que imediatamente recebeu a figura de uma cobra. Moisés com seu bastão configurado passou a curar os doentes. A peça está hoje  reproduzida num monumento do Monte Nebo, de onde Deus mostrou a Moisés a cidade de Jericó, que fica na Terra Prometida. Ali Moisés morreu.             O seu bastão foi transformado num dos símbolos que identifica a Medicina.

            Nas ruinas de Petra, Jordânia, há uma fonte reconhecida como aquela que Moisés criou dando com o bastão numa pedra fazendo jorrar água para sua comunidade. Nesta cidade há um morro no qual Moisés enterrou seu irmão Aarão, o Morro de Aarão.

            Na região os árabes identificam Moisés com o nome de Musa. Fazem belas obras de artes com pedras chamadas mosaicas, como também denominam o decálogo com o nome de Lei Mosaica. Os estudiosos modernos encontram erros semelhantes entre a Lei Mosaica e a legislação dos povos que habitavam a região, como o Código de Hamurabi, que se encontra no Louvre. A história dos homens até hoje pertuba os homens.

 

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