Barbeiros, dentistas, cirurgiões

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Luiz Roberto Benatti

 Esta cadeira pertenceu a Aristides Procópio de Oliveira, o mais antigo dentista de Catanduva. Ele a usou no Lyceo Rio Branco, atual FATEC, na Rua Maranhão com a Cuiabá. Houve um tempo em que as três profissões do título se mesclavam, de tal modo que o barbeiro era também cirurgião-dentista, motivo pelo qual a cadeira dos pacientes era praticamente idêntica. No antigo Egito, os barbeiros foram  profissionais proeminentes: uma vez por ano, no Templo de Amun, eles barbeavam os prelados cortando-lhes pelos e cabelo do corpo inteiro, inclusive os da face e da cabeça. Entende-se que esse fosse um ato de purificação do corpo, portanto de elevação da alma. Na Grécia clássica, os salões de barbeiro eram locais de encontro de pessoas para a discussão política, como se fosse extensão da ágora ou a praça pública. O barbeiro massageava e perfumava o cliente, além de tingir de loiro os cabelos em geral negros dos helenos. Todavia, foi na Idade média que o barbeiro tornou-se dentista e cirurgião, em razão de seu domínio da tesoura e a navalha que, até certo ponto, assemelha-se ao bisturi.

[ A referida cadeira, idêntica à da imagem, poderá ser vista no MIS: Avenida São Domingos, 870]

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