Milonga da desencontrada paixão

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Luiz Roberto Benatti

sangra a paixão ao entardecer

desconexão com o vento bravio

repuxão de nuvem cinzenta

quem não queria agora pensou em  morrer

 

derrete-se a paixão ao meio-dia

intromissão da areia podre

olhar medíocre e acre

o tronco tomado pela acídia

 

a paixão não sangra ao amanhecer

a abelha busca a rara flor da paixão

as maitacas papeiam até a rouquidão

os moribundos reaprendem  a viver

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