Buffalo Bill foi tudo aquilo que gostaríamos de ter sido

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Luiz Roberto Benatti

Em 18 meses, entre 1867 e 68, Buffalo Bill matou 4282 búfalos e embolsou grana substanciosa porque a estratégia do presidente Sherman consistia em matar os índios de fome, já que do bisão eles tudo aproveitavam, inclusive as vísceras usadas na confecção de bolsas. Buffalo Bill era espalhafatoso, ensacado num vestiário que ainda hoje nos agrada; tinha boa pontaria e matava animais sem dó nem piedade, ação que admiramos até o fundo mais profundo de nossos corações. Ele era William Cody de registro de nascimento, mas precisava dum nome artístico. A prova dos 9 foi ver quem matava mais bisões em 8 horas de tiroteio, disputa vencida por Cody que ganhou de Bill Constrock por 68 contra 48 animais. Cody usou uma Springfield modelo de 1866 que ele chamava de Lucrécia Bórgia, sua amante cheia de estrépido e ardência. Os bisões reduziram-se a quase nada, assim como os índios. O mundo é bão, dizia o velho Sebastião.

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