Darcy, entre o teiú e Giacometti

Luiz Roberto Benatti

 

Trabalhei com a Darcy nos dois primeiros anos do primeiro mandato do AMN: sem ela, quer dizer, sem o domínio da sensibilidade estética e sua elevada noção de espacialidade, não teria montado as duas exposições sobre a história de CTV. As duas qualidades Darcy aprendeu ou desenvolveu nos anos em que esteve  com os Bardi – Pietro e Lina –  no MASP. Foi ali que um dia ela se sentou na posição do lótus budista entre as pernas duma das fabulosas criaturas de Giacometti, pois que nunca lhe faltou o refinado humor, meio esquecido nos dias que correm de grande desarranjo cultural. Nos quatros anos da administração de Geraldo Vignolli voltamos a nos encontrar dia após dia no MIS, lado a lado. Como a barbárie havia cuidado de demolir grande parte do acervo de nossos 6 museus, enquanto eu costurava minhocações sobre cultura, Darcy cuidava do grande acervo fotográfico pelo qual é ela responsável. Fotógrafa sensível, nesse tempo, Darcy captou  no barranco da EFA a imagem dessa  miniatura de dinossauro, gracioso teiú.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s