Niemeyer

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Luiz Roberto Benatti

 

Se, de acordo com Jean-Paul Sartre, somos seres para a morte, e, se ,de fato, a arquitetura de Brasília  puder sobreviver à fissão atômica  do PT, Niemeyer será lembrado no próximo século. Para nós catanduvenses,  entalados na sofrida  terrinha da Horta dos Tomates Fritos, interessa resgatar para a boa saúde da memória dois momentos em que estivemos bem próximos de Oscar Niemeyer: o primeiro momento, final dos anos 40s e início dos 50s, quando Guimarães Valle projetou o prédio do Banco do Brasil, na esquina da Brasil com a alagoas, do outro lado do Café da esquina. O mineiro Guimarães Valle soldou o elo partido que nos ligava aos povoadores mineiros e deu à cidade o mais contemporâneo de seus edifícios, cuja leveza, nos dias que correm, serviria para reeducar o olhar dos nossos moços, que circulam pelos botecos  sem lenço nem documento que os autorize a percorrer o  elevado universo das artes. Valle era de Cataguazes, amigo de Niemeyer, ambos discípulos de Le Corbusier. Exposta em Londres, a maquete do BB encheu os olhos dos banqueiros europeus que gostariam de ter espalhado pelo mundo plantas similares à nossa. O segundo momento ocorreu na administração de Carlos Eduardo quando, por feliz conjuntura, Marilda Carvalho, o marido e o prefeito puderam construir o CAIC  do Solo Sagrado. O CAIC foi concebido pelo genial Darcy Ribeiro e materializado por Oscar Niemeyer. É uma pena que a história oficial que se conta no centro e nos becos não tenha coisa alguma a ver com a narrativa real e oculta de CTV.

 

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