O ato sagrado de urinar e o administrador público

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Luiz Roberto Benatti

 

Em Bruxelas, há duas estátuas que urinam nas respectivas fontes – um garoto, Manneken, e uma menina, Jeannek. Se Afonso Macchione andou por lá deve ter visto os dois monumentos reproduzidos no mundo todo e vendidos como lembranças. Em lugar do Sagrado coração, o Manequinho mijador. O prefeito acabou de declarar no gabinete ou no auditório que trabalha tanto, que mal tempo para urinar. Como nós, catanduvenses, somos moralistas duma moral quadrada ou octaédrica, há décadas mandamos cobrir os pingolins dos meninos do Oscar Valzacchi que urinavam na fonte da Praça da República. Cobriram as vergonhas com folhas de parreira ou mamona, não sei bem. No nosso linguajar, a vontade de urinar significa, dentre outras coisas, sentir medo ou apavorar-se, coisa que o prefeito sente desde que o Estrangeiro, montado num belo alazão, apareceu por aqui. Em Inglês, a expressão Piss off: I do not want you here traduz-se por Cai fora! Não quero você aqui. O secretário que se cuide, portanto.

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