Farsa, coisa útil & locomotiva

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Luiz Roberto Benatti

 

Para Marx, uma história que se repetisse só poderia  ser representada como farsa. No caso do terceiro mandato de Afonso Machione, a peça vai pelo caminho da comédia. Todav ia, a platéia não se  vai rir mas chorar lágrimas de sangue com o desastre da EFA. Se o prefeito não sabe reconhecer na passarela da 7 objeto de utilidade, afirmou o alemão, isto significa que a via não tem valor para ele. Se Afonso tivesse interesse em metáforas, poderia pendurar na parede do gabinete a seguinte frase de Karl Marx: As revoluções são as locomotivas da História. Como o homem é abonado e gosta de viajar, convido-o a ir a Berlim e, estando ali, dar um pulinho até a estação de trem da Praça Alexanderplatz. Caso tenha ele nesse dia imaginário um grama de autocrítica, poderá sentar-se na gare e chorar, lembrado de que a passarela fica ao lado do bar que foi  de seu pai quando bar ali havia.

 

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