O pecado mora numa cena icônica do metrô nova-iorquino

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Luiz Roberto  Benatti

 

Embora Marilyn Monroe não se permitisse mostrar na cena do metrô nova-iorquino nada do que, amanhã ou depois, pudesse arrepender-se, a saia curta do vestido branco fixou-se em nossa íris como a  possibilidade do amor, por fim, poder materializar-se num mundo de desencontros. A sequência das 14 tomadas que custaram 3 horas de filmagem deu-se   na madrugada de 15 de setembro de 1954, assistida por 100 fotógrafos e multidão de espectadores estimada entre 2 e 5 mil criaturas, ávidas por ver o interdito recoberto por certa santidade, se é possível dizer-se assim, na Avenida Lexington com a Rua 52, em NY. Ter aceitado o comando de Billy Wilder para fazer a cena custou a Marilyn o divórcio com Joe DiMaggio, jogador de baseball que considerou tudo aquilo puro exibicionismo.  O casal brigou feio num hotel. A cena da grelha do metrô  é reproduzida no mundo todo em diferentes manifestações artísticas, até mesmo por Natalie Portman, menina, em Leon e Matilde. O vestido, arrematado por 4 milhões e seiscentos mil dólares,num leilão,  fora comprado por 200 dólares por Debbie Reynolds,em 1971,  cujo lucro fabuloso a tirou da falência.

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