Com a provável eleição de Bolsonaro, Peter Kropotkin, escovado e de barba aparada,  ficará de novo update

Luiz Roberto Benatti

Enquanto muitos de  nós refletem sobre os lugares do mundo  e os tempos históricos mais propícios ao prazer da viagem e ao conhecimento, foi o século  XIX que nos deu quase tudo o que de  execrável fosse: fantasmas capazes de arrastar correntes em quartos e bibliotecas de castelos autênticos, a escravidão negra levada ao mais alto grau de crueldade, o gosto pelo espelho da burguesia,  a grande seca, a migração em escala mundial, o preparo para a mais terrível das guerras também chamada de Primeira, a gripe espanhola, a dinamite, o canhão, a ruminação dos socialistas, o anarquismo, a expansão do capitalismo, a idéia de prisão como reeducadora do infrator, a ferrovia, Dostoiévski, Machado de Assis.O mundo doutorou-se em século XIX.O Brasil continua lá, todavia tonto como cego em meio ao tiroteio. Afogados nas caspas de Jânio Quadros em manhãs de pós-bebedeira, encantados com as camisas de grife do Collor, agora iremos talvez de Bolsonaro que leva às costas a caserna como o melhor lugar do mundo para você aprender a disciplina dos incautos. Nossa roda-gigante está quebrada e as pás do moinho arrebentaram a  piúca de sonhos de Dom Quixote. O mais sábio dos eleitores do Bolsonaro é o dr. Crédulo, criatura de idéias congeniais.A imagem acima mostra a prisão de Clairvaux, na France, ilha de felicidade, onde Kropotkin esteve preso. Se ele não soubesse nada sobre atos e práticas criminosas quando ali foi trancafiado, dali saiu escolado. A cadeia é a escola do crime. Por que gostamos de botar ali o infrator não sabemos dizer se não as abobrinhas de sempre. Você mata pai e mãe e vai presa como Suzane Von Richthofen. Se você arrumar namorada lá dentro nenhum problemão que leva a turma do apito a soprar desafinado, no entanto você não poderá por bom comportamento dar uma voltinha na praça no fim de semana. Quanto mais a cela parecer-se com uma pocilga tanto mais estaremos vingados pelo assassínio cometido por outro que não nós. Em nossa mente, sempre terceirizamos o comentimento do crime. Hoffen wer das beste, Suzane, ou seja, Aguardo sempre pelo melhor, mas não conte ao vizinho eleitor do Bolsonaro. Kropotkin? Ele escreveu: Onde houver autoridade, não haverá liberdade. Meu Deus, meu Deus, mas que bandeira é esta? Kropotkin era anarquista, quer dizer, queria pôr abaixo o Estado. Bolsonaro não será jamais um estadista, todavia vai-se afirmar sempre estatista. Façam-se prisões, licitações abertas!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s