No colo de minha dona serei sempre feliz

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Luiz Roberto Benatti

Nesta manhã de frio e ventinho quase polar, vou-lhe confessar algo que em mim está guardado há muito tempo: sinto-me feliz porque

acredito ser criatura pensada pelos gregos. Eles inventaram o coro, você me empresta voz e pensamento. O coro preparava os espectadores para o desenrolar do drama ou a tragédia. Você me diz tudo ou quase tudo o que acontecerá à minha volta neste grande País cheio de flores exóticas, céu estroboscópico, políticos saltitantes, bandidos de turbante capazes de sorver uísque de 25 anos às 10 da manhã. Somos a quintessência dum mundo desaparecido. Com você como glote e epiglote não precisarei esforçar-me por encontrar a palavra exata nem confundirei almôndega mal passada com casa destelhada. A plateia se ri ou chora de acordo com o ranger das cadeiras e a possibilidade de o teto do teatro vir abaixo. Viva a anarquia! Bonecos de ventríloquos do mundo todo, uni-vos!O Brasil vai à farra com capitão que desconhece o que são amarras e filou a botina do caiçara.

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