Caderneta de notas sobre o anarquismo, I

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Luiz Roberto Benatti

 

Banksy, o grafiteiro, talvez seja anarquista: há no que ele faz desconstrução sem o amparo de que algo inteiramente novo será erguido no lugar da demolição. Uma das proposições do candidato à presidência, ora hospitalizado, é que novas roupagens deverão revestir o corpo cansado da República, mas isso não faz dele adepto do anarquismo. Antes, pelo contrário, Bolsonaro é estatista, de cujos aparelhos virão a ordem e, a partir do reordenamento, o País entrará nos trilhos. O anarquismo é frontalmente contra a ordem emanada do Estado capitalista, de cuja caixa procedem todos os males: a guerra, a fome, a desigualdade social, a má educação. É possível que o esfaqueador, independentemente de sua conveniente filiação religiosa, seja um filho distante de Proudhon. Seja como for, é por aí que deveremos caminhar nos próximos meses. A guerrilha urbana não pode ser contida: ela estará sempre onde a põem, mas nunca a põem onde por acaso reine a harmonia.

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